segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mendes: operações têm pouco efeito contra impunidade

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse hoje que as operações realizadas pela Polícia Federal (PF) são utilizadas como propaganda política, mas têm poucos resultados práticos em termos de combate à impunidade no País. Segundo ele, a lógica das operações inclui "espetacularização, vazamento de informações e prisões em massa". Antes de participar da sessão final do Simpósio Internacional de Direito Tributário, promovido pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), na capital paulista, o ministro desafiou os jornalistas presentes ao evento a fazerem um balanço sobre os resultados das operações da PF... O ministro disse que a premissa dessas operações era a exposição na mídia das pessoas que eram presas. "Depois se verificava, na prática, que se fazia denúncia contra alguns envolvidos, mas, em muitos casos, não se fez denúncia contra ninguém. Portanto, o devido processo legal sequer foi instaurado, mas essas pessoas já estavam, de qualquer forma, carimbadas, para todo o sempre, como envolvidas na dada operação. E isso era o processo. O inquérito ficava nisso para aqueles que eventualmente não fossem denunciados. Muitos eram absolvidos, mas isso não dá nem nota no jornal."... http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac274334,0.htm

Enfim uma declaração que desnuda algumas estruturas no país. Então a PF está mais para atriz global do que para FBI. Cada Operação é uma nova teledramaturgia. A PF não instaura inquérito contra os acusados, hahahahaha. Surreal. Mas sr. Mendes, com esta sua declaração não seria motivo de pedir a cabeça dos principais artistas uma vez que eles não trabalham direitinho? Sim, porque aqui fora, nas empresas privadas, quando o sujeito não trabalha direitinho e não cumpre metas é demitido. Será que o senhor não pode dar uma palavrinha com o pessoal do Ministério Público pois este enredo de prende e libera já cansou. Que tal propôr prende-acusa-julga-cumpre pena-monitora?

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